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Do Brasil para o mundo

14 / 09 /2017

A fábrica brasileira da MAN, localizada em Resende, RJ, vestiu-se de gala na quarta-feira,13, para receber a pré-apresentação da nova família Delivery de caminhões leves Volkswagen, que fará sua primeira aparição pública na Fenatran, Feira Nacional de Transportes, que será realizada em meados de novembro, em São Paulo.

Esta nova família, totalmente desenvolvida pela engenharia brasileira, é fruto de investimento de mais de R$ 1 bilhão e cinco anos de trabalho, e promoverá a MAN à categoria de fornecedora full line de caminhões no Brasil e na América Latina.

Segundo a MAN esta nova família Delivery chega para “realmente revolucionar” o transporte de cargas no segmento de caminhões leves. Composta por modelos de 3,5 a 13 toneladas atende, também, a padrões internacionais que são exigidos pelos mercados mais exigentes e, por isso, será apoio importante aos atuais esforços para internacionalizar cada vez mais suas vendas. Como lembrou o presidente Roberto Cortes, “é uma família de caminhões que nasce com coração verde e amarelo, mas com vocação para atender ao mundo”.

Uma das sua principais atrações é o fato de que a marca Volkswagen chegará, agora, também ao disputado mercado de 3,5 toneladas com um modelo batizado de Express. O novo produto reúne os atributos de um caminhão grande num veículo pequeno, tais como espaço interno e robustez, com design moderno. É realmente um veículo que impressiona no primeiro contato. Além dele, e também voltado para essa atividade de transporte urbano, o Delivery de 4 toneladas é outra grande aposta da montadora dentre os modelos de entrada que estão sendo criados a partir da nova família, pois permite financiamento via Finame, o que não será possível para seu irmão mais leve de 3,5 toneladas.

Completando a família os modelos de 6, 9 e 11 toneladas nascem com a missão de superar os atuais Delivery. Esse é um dado importante, principalmente quando se leva em cota que o atual Delivery 8.160 é o caminhão mais vendido do mercado brasileiro até agosto, com 1 mil 305 unidades emplacadas

Outra novidade importante da nova família refere-se ao modelo 13.180, equipado com terceiro eixo, que completa a gama com a maior capacidade de carga do novo portfólio. Todos os modelos serão comercializados em três versões de acabamento: a City, de entrada; a Trend, sob medida para o dia a dia das mais diversas operações; e a Prime, que traz aspectos visuais e de conforto diferenciados.

A aposta da MAN nesse novo segmento reflete sua convicção de que o mercado de caminhões deverá sofrer alterações de cultura nos próximos ano:

“Os pesos de importância das categorias hoje é mais ou menos igual, com 31% para os extra pesados e leves e semileves e 38% para os médios e pesados”, observou Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas e marketing da MAN. “No futuro a tendência é de crescimento dos segmentos de extra pesados e de leves e semileves, com redução da importância dos médios e pesados”.

A aposta do executivo é que os novos cinco modelos poderão representar participação de até 34 % nas vendas MAN na região em futuro breve. O objetivo de longo prazo é que a nova família possa vender 30 mil unidades anuais somente no mercado doméstico.

A nova família foi projetada, desenvolvida e testada em toda a América Latina, seguindo padrões mundiais de certificação e de qualidade, o que na prática já carimba o seu passaporte para quase todos os países que hoje já recebem produtos fabricados pela MAN no Brasil. O primeiro destino internacional será o México, também já a partir de novembro. E a partir do início do ano que vem o veículo passará a ser ofertado em toda a América do Sul. É a expectativa de Marcos Forgioni, vice-presidente da MAN para mercados internacionais:

“Exportaremos 8,5 mil caminhões em 2017, dos quais 1,5 mil serão Delivery. Nosso objetivo é chegar a 2020 com 15 mil unidades exportadas das quais 5 mil Delivery”.

O executivo anunciou que os novos modelos serão montados também na Nigéria, África, provavelmente já em 2018, a partir de acordo que está sendo negociado com o importador local.

Na linha – Em termos produtivos a fábrica da MAN de Resende também recebeu modernizações importantes para a chegada da nova família de caminhões. A linha de produção de cabinas, por exemplo, foi ampliada, equipada com 37 robôs e trabalha hoje com 60% de automação, segundo Adílson Dezoto, vice-presidente de produção da MAN e atual responsável pela administração da fábrica:

“Essa ampliação e automação também fazem parte do investimento de R$ 1 bilhão. O início da produção da nova família, inclusive, possibilitou a criação de trezentos novos postos de trabalho na empresa, duzentos dos quais na linha de montagem”.

De acordo com ele a MAN trabalha, hoje, em um turno de trabalho e produzindo cerca de 120 veículos/dia, incluindo ônibus. A capacidade total da fábrica de Resende é de 100 mil unidades/ano e o seu recorde foi obtido em 2011, com a produção de 86 mil caminhões e ônibus.

Com os novos caminhões a companhia pretende novamente se aproximar desse volume recorde, com os leves podendo chegar a 35% do total produzido.

Autodata (Site) – 13/09/2017