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Setor automotivo puxou expansão da indústria

02 / 02 /2018

Após três anos de quedas consecutivas a produção industrial brasileira, puxada pelo setor automotivo, fechou o ano passado com crescimento acumulado de 2,5% na comparação com 2016. Este é o primeiro resultado anual positivo desde 2013, quando a indústria fechou com expansão de 2,1%, e o maior desde 2010, ano em que a indústria teve o recorde de 10,2% de crescimento.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil, divulgada na quinta-feira, 1º, pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de acordo com notícia divulgada pela Agência Brasil. O IBGE apresentou, também, o resultado mensal de dezembro: o parque fabril fechou com crescimento de 2,8% com relação a novembro, na série livre de influências sazonais.

Esta foi a maior alta mensal na série ajustada sazonalmente desde os 3,5% de junho de 2013. A indústria fechou os quatro últimos meses do ano passado com crescimentos mensais consecutivos, período em que acumulou expansão de 4,2%.

Categorias e ramos de atividades - Em 2017, houve crescimento em todas as quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e em 56,4% dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE em comparação com o ano anterior.

Das grandes categorias econômicas o principal destaque do ano foi para bens de consumo duráveis, com expansão de 13,3%, seguido de bens de capital, com alta de 6%. As duas categorias tinham registrado queda em 2016, respectivamente de 14,4% e 10,2%.

Segundo o IBGE a expansão de bens de consumo duráveis foi influenciada pela fabricação de automóveis, crescimento de 20,1% no ano, e de eletrodomésticos, 10,5%. Já em bens de capital destacam-se equipamentos de transporte, aumento de 7,9%, de uso misto, 18,8%, e para construção, 40,1%.

Em ramos de atividades a maior influência positiva foi exercida pela atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%, seguida pelas indústrias extrativas, 4,6%, de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, 19,6%, e de metalurgia, 4,7%.

A avaliação do gerente da pesquisa, André Macedo, é a de que o bom desempenho no setor de veículos automotores foi crucial para o crescimento da produção industrial em 2017: “Praticamente todos os setores tiveram crescimento, mas o setor automobilístico, principalmente a fabricação de veículos pequenos, foi o que mais influenciou. Grande parte disso se deve à melhora no nível de estoques e ao aumento das exportações”.

Mas para Macedo ainda é cedo para falar em recuperação. “O ano de 2017 rompe um período de queda na indústria brasileira, mas ainda está longe de uma mudança ideal”.

Apesar do crescimento a indústria brasileira teve seu desempenho afetado pela queda de 4,1% na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, de 5,3% na de produtos farmacêuticos, e de 10,1% na de outros equipamentos de transporte.


Autodata – Online – 01/02/2018