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Queda de 0,13% sinaliza que o PIB será menor que o esperado

17 / 05 /2018

A economia brasileira encolheu mais que o esperado em março, fechando o primeiro trimestre com contração de 0,13% e corroborando a fraqueza da atividade neste início de ano, em meio ao mercado de trabalho debilitado e ao cenário político que afetam a confiança.

O recuo de 0,13% do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) no trimestre encerrado em março (primeiro trimestre deste ano), ante os três meses anteriores, representa a primeira queda trimestral desde julho do ano passado. Na época, houve baixa de 0,03% do IBC-Br no trimestre encerrado em julho. Os dados dizem respeito à série com ajuste sazonal.

Considerando apenas os primeiros trimestres de cada ano, o recuo deste ano é o primeiro desde 2016, quando houve retração de 1,60%. No primeiro trimestre do ano passado, o IBC-Br havia avançado 1,46%.

O IBC-Br, espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado ontem, recuou 0,74% em março, na comparação com fevereiro, segundo dado dessazonalizado.

O resultado foi bem pior do que a expectativa medida em pesquisa da Reuters com analistas, de queda de 0,10%, e o cenário mostra ainda mais fraqueza após a revisão pelo BC do dado mensal de fevereiro para recuo de 0,10%, após divulgar expansão de 0,09%.

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Trajetória interrompida - Com isso, o indicador que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos, interrompe série de quatro trimestres de expansão.

Em março, a produção industrial encolheu 0,1% e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou, nos três primeiros meses do ano, contração de 0,9%. Somente o varejo terminou o período com ganhos, de 0,7%, mas ainda indicando oscilações.

Enquanto a inflação e os juros permanecem baixos, o desemprego ainda elevado contém o consumo e impede melhora econômica mais robusta em um ano de eleição presidencial envolta por indefinições.

Esses cenários vêm afetando a confiança de forma generalizada no País, inclusive já neste segundo trimestre, movimento que levou analistas consultados pela Reuters a alertarem para novo possível período de fraqueza da atividade.

Economistas consultados na pesquisa Focus do BC vêm reduzindo a expectativa de crescimento do PIB para este ano, agora a 2,51%, sendo que, no início de 2018, estava em torno de 3%.

Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho do PIB no trimestre passado serão divulgados em 30 de maio.

DIÁRIO DO COMÉRCIO – 17/05/2018