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CNI reduz para 1,3% previsão de alta do Produto Interno Bruto de 2018

11 / 10 /2018

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 1,6% para 1,3% a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

A revisão foi anunciada nesta quinta-feira (11), por meio do Informe Conjuntural relativo ao terceiro trimestre. A entidade avaliou que a recuperação da atividade econômica perdeu intensidade no terceiro trimestre, mesmo com a "relativa normalização" após a greve dos caminhoneiros, pois "incertezas em relação ao programa econômico do futuro governo, em especial no que se refere ao indispensável ajuste fiscal, frearam as decisões de ampliação da produção, do emprego e do investimento".

A CNI informou ainda que a "fraca reação do mercado de trabalho", com a permanência de um "elevado contingente de desempregados", assim como as dificuldades com o custo e disponibilidade de financiamento, limitaram a retomada do consumo das famílias.

Influência das eleições

Para a entidade, esse quadro de crescimento fraco da economia foi "agravado" pelas incertezas econômicas oriundas da campanha eleitoral.

"É inexorável um ajuste fiscal que reponha a trajetória das contas públicas na linha da responsabilidade fiscal. Todavia, discussões sobre elevação de tributação – inclusive com o fim de certas desonerações – e a pouca explicitação da dimensão e composição desse ajuste ampliam a incerteza", acrescentou.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o diagnóstico de superação da crise é conhecido: reequilibrar as contas públicas e criar um ambiente de negócios que estimule o investimento privado, o motor do futuro ciclo de expansão."O Estado não tem condições fiscais de gerar os estímulos necessários à reativação da economia", concluiu.

Inflação e juros

A entidade também subiu de 4,2% para 4,4% sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, neste ano.
"Em função das acelerações do IPCA em junho e em setembro – atípicas para os meses –, a inflação acumula alta de 4,53% em 12 meses, o que deixa a taxa acima do centro da meta pela primeira vez no ano", lembrou a CNI.

Para a confederação, a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, deve permanecer nesse patamar até o final deste ano. Essa também é a expectativa do mercado financeiro.

Taxa de câmbio
A entidade também manteve em R$ 3,80 a previsão para a taxa de câmbio média em dezembro deste ano.

A confederação lembrou que, no terceiro trimestre do ano, o real teve seu maior pico de desvalorização desde a implementação do Plano Real e que ficou acima de R$ 4 em setembro.
"A desvalorização contínua do real foi amenizada no fim de setembro e início de outubro, contudo, a taxa de câmbio permanece volátil", acrescentou, creditando esse sobe e desce do dólar ao cenário de incertezas políticas e de um crescimento menor do que o esperado.

Conclui dizendo que essas "oscilações" dificultam o planejamento dos agentes e as previsões econômicas.

Balança comercial
A CNI também baixou de US$ 62 bilhões para US$ 48 bilhões sua estimativa de superávit (exportações menores do que importações) da balança comercial brasileira nesse ano. Em 2017, a balança teve superávit recorde de US$ 67 bilhões.
De acordo com a entidade, essa queda no saldo comercial se deve ao maior crescimento das importações sobre as exportações, mesmo com o câmbio mais depreciado (alta do dólar).

G1 – RJ – ECONOMIA – 11/10/2018