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Dólar cai de olho em guerra comercial e Previdência

15 / 03 /2019

O dólar caía ante o real nesta sexta-feira, com investidores citando razoável impaciência ligada à cena doméstica e de olho no exterior, onde dados de produção mais fraca nos Estados Unidos limitavam o apetite por risco ligado às negociações comerciais entre Washington e Pequim.

Às 12:04, o dólar recuava 0,47 por cento, a 3,8298 reais na venda. Na véspera, fechou com alta de 0,91 por cento, a 3,8480 reais, rompendo uma sequência de quatro sessões de queda.

O dólar futuro caía cerca de 0,4 por cento.

O mercado fecha a semana no aguardo de avanços na tramitação da reforma da Previdência, focado mais especificamente no envio das novas regras da aposentadoria de militares, o que, segundo garantiu o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, ocorrerá até dia 20.

Investidores observam eventuais concessões dadas a militares após notícias de que a proposta de reforma da Previdência das Forças Armadas deve trazer um aumento no tempo de serviço e da contribuição dos militares.

Segundo o gerente de câmbio da Tullett Prebon, Italo Abucater, começa a crescer um sentimento de impaciência entre investidores, mudando a postura que tinham antes, de ‘potencializar’ qualquer notícia boa e menosprezar notícias ruins, explicou.

“Há um mau humor. O estrangeiro não voltou, não existe venda nova de dólar no mercado e o mercado está mal posicionado”, avaliou Abucater, acrescentando que o mercado poderá entrar numa fase de “ver para crer”.

Ainda no lado doméstico, o mercado também observa o leilão de 12 aeroportos, primeira concessão de logística do governo Bolsonaro.

“É o primeiro leilão do governo novo, então a gente vai analisar na lupa todos os detalhes, até para sentir o termômetro global com relação ao Brasil”, ponderou Abucater.

Dados dos EUA que mostraram que a produção manufatureira caiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro frearam um sentimento de apetite por risco que prevalecia mais cedo.

Notícia da agência estatal chinesa Xinhua desta sexta-feira de que o vice-premiê chinês, Liu He, conversou por telefone com o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o representante de Comércio, Robert Lighthizer, e que os lados tiveram progresso, alimentava uma busca por risco.

A declaração do premiê chinês de que há outras medidas de política monetária que podem ser usadas para sustentar o crescimento econômico endossava este sentimento, uma vez que podem impedir que a desaceleração na economia chinesa, que se expande no ritmo mais lento em quase três décadas, se agrave.

O Banco Central vendeu nesta sexta-feira todos os 14,5 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão de rolagem. A colocação dos swaps tradicionais equivale a uma venda de dólar no mercado futuro.

Em oito operações para rolagem do vencimento abril, o total de swaps com vencimento estendido soma 5,800 bilhões de dólares. O lote inicial a expirar em 1º de abril é de 12,321 bilhões de dólares.

EXAME – MERCADOS – 15/03/2019